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Relações Públicas

De acordo com o Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas, o trabalho de RP pode ser definido como função administrativa que “avalia as atitudes públicas, identifica as diretrizes e a conduta individual ou da organização na busca do interesse público, e planeja e executa um programa de ação para conquistar a compreensão e a aceitação públicas.” (Disponível na internet. URL: http:// http://www.sinprorp.org.br/. Acesso em 13 de abril de 2008).

Ainda de acordo com o sindicato, a atividade-fim de RP é planejar, implantar e desenvolver a interação com os diferentes públicos da organização para a qual atua. O RP deve ordenar o relacionamento da instituição com estes públicos, gerando um conceito favorável, capaz de gerar credibilidade para a opinião pública.

O sindicato distingue a área de RP da área de marketing afirmando que, enquanto o marketing trabalha o produto e sua promoção, focando a marca, o relações públicas concentra-se na identidade institucional, focando a imagem.

Pela lei brasileira, o profissional de RP precisa ser formado em curso de nível superior e ter registro no conselho da categoria. A legislação que abrange a regulamentação da profissão é a seguinte: Lei 5.377, de 11 de dezembro de 1967; Decreto 63.283, de 26 de setembro de 1968; Decreto-Lei 860, de 11 de setembro de 1969; Decreto 68.582, de 04 de maio de 1971; Lei 7.192, de 05 de junho de 1984 e Lei 7.197, de 14 de junho de 1984.

Segundo o website Mundo RP, as atividades básicas e específicas de um profissional de relações públicas estão contidas em cinco segmentos: Pesquisa, Assessoria e Consultoria, Planejamento, Execução e Avaliação. (Disponível na internet. URL: http:// http://www.mundorp.com.br/. Acesso em 13 de abril de 2008).

No âmbito da Pesquisa, cabe ao RP promover pesquisas de opinião pública e de audiência; analisar e diagnosticar resultados; definir os públicos da empresa e detectar situações que possam vir a afetar a imagem da organização junto à opinião pública.

Na esfera da Assessoria e Consultoria, é responsabilidade do relações públicas sugerir políticas de RP à instituição; propor políticas de propaganda institucional e apoio ao marketing e opinar sobre atitudes no tratamento com os setores da opinião pública.

No campo de Planejamento, é função do profissional auxiliar na elaboração do planejamento estratégico de comunicação para a entidade em que atua; preparar planos, campanhas e operações de relações públicas e prestar ajuda nas campanhas institucionais.

O campo de Execução está dividido em cinco subitens. O primeiro diz respeito à comunicação com os públicos estratégicos. O segundo refere-se às ações de comunicação dirigida, como elaboração de publicações; organização de congressos, conferências, simpósios; elaboração de quadros de aviso, exposições, mostras; organização de visitas; preparação de discursos, correspondências; contato com autoridades. O terceiro subitem cita a organização de eventos e promoções especiais, com elaboração de cerimonial e protocolo. O penúltimo subitem relaciona-se com a gerência de assuntos públicos. E o último trata do auxílio ao contato com a imprensa. Por fim, o item Avaliação, aborda que, cabe ao relações públicas avaliar, com técnicas de pesquisa e análise, os resultados dos trabalhos desenvolvidos.

De acordo com Rabaça e Barbosa, a função de relações públicas é também uma atividade administrativa, pois “transmite e interpreta as informações de uma entidade para os seus diferentes públicos, bem como retorna com informações quanto ao interesse público, para que a administração possa ajustar-se a ela (...).” (2001, p. 634). O Dicionário de Comunicação estabelece o seguinte gráfico para orientar o fluxo de trabalho de um RP:


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REFERÊNCIAS

Disponível na internet. URL: http:// http://www.sinprorp.org.br/. Acesso em 13 de abril de 2008.
Disponível na internet. URL: http:// http://www.mundorp.com.br/. Acesso em 13 de abril de 2008.
RABAÇA, Carlos Aberto; BARBOSA, Gustavo. Dicionário de Comunicação. 2003.

Publicidade e Propaganda


Pode-se dizer que esta área refere-se ao esforço de comunicação que procura divulgar as vantagens de um produto, ou serviço, e induzir o consumidor à compra, através da sensibilização. Conforme a Fenaj (1994), existem duas diferenças básicas entre informação publicitária e informação jornalística.

A primeira é que a área de PP tem intenção pura e explícita de venda de um determinado produto, visando um público-alvo específico. Enquanto que a notícia deve ser o mais imparcial possível, buscando o relato fiel de um acontecimento de interesse da coletividade.

A segunda grande diferença é que, o campo de PP, para veicular sua informação, reserva espaços da mídia e paga para ter estes espaços garantidos. Já o aproveitamento de uma informação originada de uma assessoria de imprensa não envolve pagamento, sendo que sua utilização fica a critério do veículo de comunicação.

Apesar de muitas vezes serem utilizadas com o mesmo sentido, publicidade e propaganda não são termos sinônimos. Gonçalves (2005) explica que propaganda refere-se à persuasão de idéias, ideologias e doutrinas. Enquanto que publicidade é relacionada à promoção de produtos e serviços, com estímulo ao aspecto promocional e comercial.

Ele esclarece que propaganda é um termo mais abrangente, e refere-se à todo tipo de comunicação tendenciosa, sendo a publicidade uma de suas áreas. Esta diz respeito exclusivamente à propaganda de cunho comercial, de caráter persuasivo, que tem por objeto defender interesses econômicos. (Disponível na internet. URL: http:// http://www.webinsider.uol.com.br/. Acesso em 13 de abril de 2008).

O Dicionário de Comunicação define propaganda como:

Comunicação persuasiva. Conjunto das técnicas e atividades de informação e de persuasão, destinadas a influenciar as opiniões, os sentimentos e as atitudes do público num determinado sentido. Ação planejada e racional, desenvolvida através dos veículos de comunicação, para divulgação das vantagens, das qualidades e da superioridade de um produto, de um serviço, de uma marca, de uma idéia, de uma doutrina, de uma instituição, etc. Processo de disseminar informações para fins ideológicos (políticos, filosóficos, religiosos) ou para fins comerciais. (RABAÇA; BARBOSA, 2001, p. 598.)

É sintetizada pela Fenaj (1994) as principais atribuições do profissional de PP, dentro do universo da comunicação organizacional. Sendo, assim, suas funções o planejamento, a coordenação e a administração da publicidade legal e da propaganda e campanhas promocionais; a supervisão e coordenação de serviços de agências contratadas; criação e execução de trabalhos publicitários e de propaganda e o planejamento e elaboração de estudos mercadológicos.

A regulamentação da profissão é definida nas seguintes leis: Lei 4.680, de 18 de junho de 1965, e Decreto 57.960, de 01 de fevereiro de 1966.
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REFERÊNCIAS
Manual Nacional de Assessoria de Imprensa. Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ. 2.ed. Rio de Janeiro: Edição da CONJAI – Comissão Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Imprensa, 1994.

GONÇALVES, Luis. Propaganda e publicidade são a mesma coisa? Disponível na internet. URL: http:// http://www.webinsider.uol.com.br/. Acesso em 13 de abril de 2008.

RABAÇA, Carlos Aberto; BARBOSA, Gustavo. Dicionário de Comunicação.

Assessoria de Imprensa


Dentro do universo da comunicação social, a assessoria de imprensa “é o serviço de administração das informações jornalísticas e do seu fluxo das fontes para os veículos de comunicação e vice-versa.” (FENAJ, 1994, p.12). A AI é responsável por diversas atividades. Além de produtos convencionais (releases, edição de jornais e revistas institucionais, etc) ela “prepara textos de apoio, sinopses e súmulas, administra as listagens referentes aos veículos de interesse e cuida para que as peculiaridades de cada um deles sejam respeitadas.” (Idem).

É um trabalho realizado geralmente por jornalistas, por isso alguns autores referem-se à área como “Jornalismo Empresarial”. Kopplin e Ferrareto (2001) consideram esta nomenclatura inadequada, pois, a abrangência dos serviços de assessoria de imprensa podem ser bem mais amplas, alastrando-se às mais diversas entidades, não necessariamente empresariais (como sindicatos, clubes, ONGs, por exemplo).

No conjunto da comunicação social, o trabalho de assessoria de imprensa deve estar em cooperação e união com as áreas de relações públicas e publicidade e propaganda.
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REFERÊNCIAS

Manual de Assessoria de Imprensa. Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ. 2.ed. Rio de Janeiro: Edição da CONJAI – Comissão Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Imprensa, 1994.

FERRARETTO, Luiz Artur; KOPPLIN, Elisa. Assessoria de imprensa: teoria e prática. 4.ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2001. 149 p.